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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Como suas emoções podem interferir no emagrecimento?

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

18 março 2019 - 00h03

A ingestão alimentar quando utilizada para lidar com emoções negativas, como forma de resposta as mesmas, chama-se de alimentação emocional.

Geralmente a comida é usada para camuflar sentimentos negativos como tristeza, frustração, angústia, tédio e ansiedade. Diversos fatores emocionais, momentâneos ou não, podem ser um gatilho para que a pessoa coma mais, mesmo sem a necessidade fisiológica de comer.

Quando não temos consciência de como as emoções agem em nossas vidas e quais as reações e padrões que as sustentam, criamos formas inconscientes de extravasar. A fome emocional é um exemplo de como o corpo tenta extravasar o desequilíbrio emocional. Neste caso, a pessoa desconta suas emoções na comida e encontra nela uma válvula de escape.

O prazer em comer é uma das melhores sensações que o organismo produz, seja para aliviar uma dor ou para comemorar uma alegria.

A Fome Emocional é ainda um grande vilão do emagrecimento pois a alimentação impulsiva acaba se tornando um hábito. Esse comer sem de fato precisar pode, ao longo do tempo, fazer com que a pessoa fique com excesso de peso, podendo desenvolver até mesmo a obesidade.

Emagrecer ou não engordar envolve uma série de fatores. Alguns bem conhecidos como alimentação desiquilibrada e sedentarismo, outros que atualmente vem sendo bastante discutidos como alterações hormonais, além de fatores genéticos, mas muitos não sabem que de fato, nossas emoções, influenciam direta e indiretamente o processo de emagrecimento ou obesidade.

De fato, uma pessoa ansiosa tende a comer mais e muitas vezes nem se dá conta. Uma pessoa deprimida pode sentir mais necessidade de comer, e nesse caso o açúcar acaba sendo uma ótima saída pelo aumento de neurotransmissores relacionados ao prazer.

Diante disso, saiba quais são os sinais de que você está alimentando suas emoções:

– Você come mais em situações de estresse;

– Come mesmo quando não está com fome ou quando já está satisfeito;

– Come para se sentir melhor emocionalmente;

– Se sente aliviado depois de comer;

– Recompensa-se com comida;

– Sente que a comida o faz se sentir seguro;

– Não tem controle em relação à comida.

Para finalizar, saiba que a comida acaba se tornado nossa amiga ou nossa inimiga, uma guerra pode surgir, pois comemos ou deixamos de comer dependendo da nossa satisfação ou frustração. Por isso, procure identificar qual a razão da sua fome, se é física ou emocional, e acima de tudo, busque satisfação com você, com a vida que vive e com o ambiente que convive, ache o equilíbrio sempre, não entre nessa guerra. Por uma vida sem compulsões ou restrições, mas por uma vida de equilíbrio e de preenchimentos. Seja feliz!

Especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News

 

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