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Adriano Moretto

Ao melhor estilo ‘Doril’, secretária ‘some’ e não se manifesta sobre caos da saúde

Comentários, críticas e sugestões: adrianomoretto.oliveira@gmail.com

06 setembro 2019 - 00h03

Independência – O desfile cívico de amanhã vai, mais uma vez, testar a popularidade da prefeita Délia Razuk (sem partido) em Dourados. Próximo de completar o terceiro ano de mandato, a chefe do Executivo foi alvo de fortes manifestações em 2017, quando enfrentava greve na Educação e deixou o local antes mesmo do encerramento. Já no ano passado os protestos não tiveram tanta força assim. 

Estratégia – Como num tabuleiro de xadrez, a articulação da prefeita sabe que, a ‘blindagem’ maior no palanque durante o evento deste sábado passa pelo pagamento do funcionalismo público. O novo escalonamento anunciado ontem pode resultar, mais uma vez, em faixas, cartazes e vaias ao longo das aproximadamente 2h de desfile. 

Palanque – Como de costume, o palanque das autoridades deve movimentar vários políticos, com e sem mandato, para serem vistos e lembrados pela população, que volta as urnas no próximo ano para escolha de prefeitos e vereadores. 

Eleição – O PT elege no domingo dirigentes municipais em todo o Brasil. Em Dourados, a eleição para chapa única encabeçada pelo professor universitário João Carlos de Souza, ocorre entre 9h e 17h na Câmara Municipal. Atualmente a sigla contra no município com apenas um político com mandato, o vereador Elias Ishy.

Doril – Ao melhor estilo comercial na década de 1990, ‘tomou Doril, a dor sumiu!’, a secretária municipal de Saúde, Berenice Machado, não é encontrada para responder os questionamentos da imprensa sobre os atuais – ou não tão atuais assim – problemas enfrentados pela pasta a qual comanda. 

Agenda – Ontem, ela embarcou com a prefeita Délia Razuk para cumprir agenda em Brasília (DF) e buscar, durante encontro junto ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandeta, soluções para o caos vivenciado na cidade. 

Sem médicos – Desde que a ala verde do Hospital da Vida deixou de atender, no dia 1º de setembro, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ficou ainda mais sobrecarregada, afetando diretamente as pessoas que necessitam dos serviços em saúde. Ontem, mais reclamações chegaram à reportagem do Dourados News, gerando inclusive reclamação dos próprios servidores que atendem ali. 

Caos – É fato que há anos o município, polo de mais de 30 cidades que buscam atendimento, vem sofrendo com a falta de recursos para a saúde, porém, desde 2018 o problema tem aumentado ao ponto de o Ministério Público instaurar Inquérito Civil para apurar a morte de uma pessoa dentro do Hospital da Vida por falta de médico. 

Protesto – Servidores do judiciário estadual realizaram manifesto ontem em frente a Fóruns de 22 cidades, cobrando melhorias por parte do Tribunal de Justiça de MS ao funcionalismo. Pelo menos 600 pessoas, conforme o sindicato da categoria, participaram da ação. 

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