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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Alho: um poderoso fitoterápico

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14 outubro 2019 - 00h02

O alho, Allium sativum L., é um alimento tradicional da nossa cultura, utilizado desde os tempos antes de Cristo como tempero e medicamento. Cultivado em todo o mundo, o alho possui vitaminas e minerais, mas seu principal constituinte é a alicina, fitoquímico responsável por atribuição de alimento funcional.

A alicina é produzida quando o alho cru é amassado, pela reação da aliina com a enzima alliinase, sendo também responsável pelo seu aroma e sabor característicos. O aquecimento pode inativar a alicina, por isso existe uma orientação de consumir o alho cru ou esperar 10 minutos antes de cozinhar o alho amassado. Porém, alguns trabalhos atuais apontam que durante o cozimento ou envelhecimento a alicina pode produzir compostos que podem ser ainda mais ativos, o que não justificaria o consumo do produto cru.

A alicina é o principal componente do alho, sendo atribuída a ela a maior parte das suas atividades biológicas, dentre elas as ações bactericida, antifúngica e antiviral. Porém, outros compostos do alho apresentam atividades de ação protetora contra diversos tipos de câncer e imunomoduladora. O alho também é indicado como coadjuvante no tratamento de bronquite crônica, asma, como expectorante, e como preventivo de alterações vasculares. 

Estudos revelam que o Allium sativum L. é considerado um protetor contra doenças cardiovasculares. Alguns autores afirmam que o extrato concentrado do alho protege o miocárdio contra isquemia e possíveis lesões cardíacas. Além disso, o consumo de extrato de alho por seis meses pode reduzir a pressão arterial sistólica, pois possui ação vasodilatadora. 

Falando ainda de seus benefícios, pesquisas sugerem que o consumo regular de Allium sativum L., na quantidade mínima de 8g/dia, aumenta a longevidade das pessoas e melhora a qualidade de vida, além de atuar como antioxidante, no combate aos radicais livres. 

No Brasil, a dose recomendada ainda não foi bem estabelecida, pois depende da recomendação terapêutica. Alguns órgãos internacionais de saúde, sugerem a ingestão diária de 4g de alho in natura ou 8mg do óleo de alho. 

É importante explanar que o medicamento fitoterápico derivado do Allium sativum L. pode causar reações adversas, como cefaléia, reações alérgicas, desconfortos gastrointestinais e úlceras. E a administração via oral pode levar afadiga, funções plaquetárias alteradas e, em uso tópico, dermatite de contato. Além disso, o uso concomitante do Allium sativum L. com algumas classes específicas de fármacos pode levar a interações medicamentosas. Como exemplo, não usar em casos de hemorragia e tratamento com anticoagulantes e anti-hipertensivos. 

Lembrando que a suplementação (ou seja, uma dose elevada) de Allium sativum L. está contraindicada para mulheres em período de gestação, pela capacidade de estimular a motilidade uterina, o que pode levar a aborto.

No entanto, mais estudos são necessários para que todas as propriedades atribuídas ao alho sejam comprovadas e para assegurar a dose e forma de utilização mais adequadas para atingir os efeitos esperados.

 

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