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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

A importância da mastigação para o desenvolvimento infantil

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04 novembro 2019 - 00h02

A alimentação da criança requer atenção especial desde o nascimento, uma vez que constitui base para crescimento, desenvolvimento e manutenção do estado vital do ser humano. Neste contexto, deve-se seguir o que preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao recomendar o aleitamento materno exclusivo durante os seis primeiros meses de vida. A partir desta idade, paulatinamente, são introduzidos outros alimentos na dieta da criança, devendo esta transição ser criteriosamente acompanhada por profissional assistente.

Dessa forma, o desmame precoce ou a sucção não exercitada pode contribuir na instalação de hábitos orais deletérios, tais como uso de chupeta, sucção digital e modo respiratório oral. Estes, frequentemente, demonstram relação com o desarranjo oclusal, além de poderem justificar alterações nas funções de deglutição, respiração e fala.

Vale lembrar que a mastigação é caracterizada como a ação de morder, triturar e pasteurizar o alimento, preparando-o para a deglutição, onde são utilizadas distintas partes do sistema mastigatório, tais como os dentes, músculos, articulações, lábios, mandíbula, paladar, língua e saliva. Os músculos da face são responsáveis por sugar, engolir, mastigar, falar e respirar corretamente e desde o primeiro momento de vida, eles são recrutados para algumas destas funções.

Por isso tudo, em torno então dos 6 meses de vida, os bebês apresentam as aquisições motoras e neurológicas que os permitem iniciar a alimentação complementar. Logo, há preocupação não apenas com o aspecto nutritivo, mas também quanto à forma como é oferecido o alimento, principalmente em termos de consistência e textura. 

É recomendado que os pais introduzam alimentos sólidos na dieta da criança, quando for recomendado por especialistas, como também, incentivar a criança a mastigar bem, sendo importante para evitar riscos de engasgo ou asfixia, além de promover movimentos precisos e coordenados necessários, para a deglutição madura e para a fala. 

Na verdade, o que mais ocorre são atrasos na introdução de proteínas como carnes, frangos, ovos e peixe, além de outros grupos alimentares, quando na verdade deve ser introduzido já aos 6 meses. Todos os grupos alimentares devem ser oferecidos a partir da primeira papa principal, e a fase de mastigação deve ser introduzida gradualmente, amassando os alimentos com um garfo, e cortando-os em pedaços. A refeição deve ser amassada, sem peneirar ou liquidificar e o ritmo da criança deve ser respeitado, de acordo com o desenvolvimento neuropsicomotor. 

Finalmente, para a criança se sentir mais convidativa aos alimentos, existe a possibilidade da variação das cores e das texturas. A tendência é o interesse pelo alimento aumentar e, assim, se alimentar melhor. Aliado a isso, o ideal é que as refeições sejam em um momento tranquilo, sem distrações, facilitando, assim, a percepção dos sabores, texturas e a melhor digestão.

*Especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News. 

 

 

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