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Conceito de democracia e a escravidão do andar de baixo

12 junho 2011 - 07h39

Na Índia existem castas culturais. No Brasil, desníveis socioeconômicos abismais.O conceito de democracia supõe uma total transparência de todos os atos diretos ou indiretos daqueles que nos governam e dos próprios cidadãos: todos são iguais perante a lei... ponto!

Infelizmente, não é isso que acontece, pois aqui os que estão no andar de cima ignoram completamente a situação do andar de baixo, a grande maioria da sociedade brasileira, apesar de que aqueles falam sempre que sua missão é defender os explorados pelo capitalismo, os desvalidos e excluídos.

Falsos Robin Hoods, pois praticam, talvez inconscientemente, o dito que ficou famoso recentemente: Que se lixem!

Para comprovar minha afirmação pergunto: quantos caixotes pretos secretos existem nos poderes constitucionais e seus apêndices, como por exemplo, as entidades ligadas a esses poderes, como as empresas estatais, devendo-se considerar que esses poderes são mantidos ou foram criados com o dinheiro da sociedade e mantidos com recursos dos tributos de todos nós, os brasileiros e brasileiras.

Minha curiosidade deve ser a mesma de milhões de brasileiros e decorre de um fato muito simples, a abertura acidental de algumas das muitas caixinhas pretas, causando enorme indignação nas pessoas de bem.

Uma das muitas aberrações é que o Senado brasileiro, casa já abrigou Rui Barbosa, pasmem os senhores, 10 mil funcionários ou contratados, 181 diretorias, 123 “colaboradores” por senador, sem que nenhum de nós ou a maioria dos senadores conhecessem tal barbaridade e mesmo esses, quando informados, não protestaram, silenciaram. A casa que é (ou pelo menos deveria ser) um marco para a construção de uma democracia sólida que pudesse oferecer a cada brasileiro(a) a possibilidade de acreditar em nossas instituições, promover a paz, a esperança e as garantias constitucionais, infelizmente, tem se revelado uma verdadeira casa sem dono!

Amontoando-se uns sobre os outros e ganhando salários generosos, acima da média dos trabalhadores brasileiros privados ou públicos, alguns sem trabalhar, ignorando-se que a maioria dos funcionários públicos é mal paga, a começar pelos professores que constroem com denodo e amor o alicerce do conhecimento, o Ensino Fundamental.

O outro caixote preto é na Câmara dos Deputados, 14,7 mil funcionários para servir a 513 deputados, uma média de 28 servidores para cada um deles, que, como toda média, é imperfeita, por exemplo, um caso conhecido de um deputado que foi divulgado pela imprensa, tendo 54 assessores, alguns vivendo fora de Brasília.

No caixote, encontramos uma caixinha preta, a mais recente descoberta: o escândalo das passagens aéreas, quando a imoralidade é contraposta pelo “não é proibido”.

Até agência de viagem clandestina abrigava a nossa honrada Câmara de Deputados.

E note-se que ainda não foi aberta a outra caixinha preta, das diárias, certamente polpudas, que devem ter sido pagas aos privilegiados receptadores das passagens, pois entre a ida e a volta paga-se a permanência.
E a caixinha preta do asfalto?

Pergunto-me: esses senhores que se apropriam indevidamente do que não lhes pertence têm consciência do que fazem ou consideram-se acima do bem e do mal sem se dar conta de que estão alimentando o caldo de cultura para uma revolução francesa à moda brasileira: sem guilhotina, sem paredão ou sem punição, pulando do barco para o seu paraíso fiscal, enquanto afogam-se no naufrágio os milhões de brasileiros sofridos que vivem no andar de baixo?

Será que eles imaginam que a moderna comunicação, instantânea e em tempo real, não é metabolizada pelos milhões que assistem TV, ouvem rádio e leem jornais, e, principalmente a internet, imaginando-os anestesiados pelos prazeres do futebol ou dos carnavais?

Já tivemos em pelo menos duas vezes, a massa humana comportando-se como feras, pondo-se a quebrar tudo e todos: o dia da declaração de guerra do Brasil ao “eixo” Alemanha/Itália e quando do suicídio do presidente Getúlio Vargas.

Estão abusando da paciência do povo, pois a nossa democracia de fachada que satisfaz o andar de cima, na verdade deve ser vista como a escravagista do andar de baixo.

Uma hora o nosso povo vai reagir contra os desmandos, injustiça, opressão, hipocrisia e o cinismo de grande parte dos nossos políticos. Quem viver verá!

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