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Leia "Ninguém gosta de ser feito de bobo", por Waldir Guerra

17 dezembro 2012 - 09h10

Algumas coisas precisam ser explicadas mais claramente ao povo porque ao mostrar apenas meias verdades, ou então, tentar esconder toda a verdade, cria-se nas pessoas muita insegurança ou muito ódio. Ninguém gosta de ser feito de bobo.

Pelas redes sociais milhares de pessoas se mostram revoltadas com os escândalos do mensalão. Muita gente com raiva por ter sido enganada por uma quadrilha que tentou – usando dinheiro público – se perpetuar no governo do Brasil.

Não houve na história do país outro crime tão comprovado quanto esse do mensalão, e não apenas pela Justiça comum, mas pelo Supremo Tribunal Federal – a Corte Suprema do Brasil.

Não foi o único grande crime cometido contra a Democracia e a República porque antes desse, houve a tomada do poder pelos militares em 1964. Houve também a ditadura implantada por Getúlio Vargas, mas estes dois acontecimentos foram, na realidade, golpes de estado.

Tanto Getúlio Vargas quanto os militares em 1964 trataram de legalizar seus governos através de constituições empurradas goela abaixo no povo a fim de continuarem no poder. Agora não, um grupo encastelado dentro do governo aparelhou (colocou gente sua em cargos importantes) em quase todas as grandes companhias do governo e dentro dos ministérios; de onde foi desviado muito dinheiro público para abastecer o caixa do partido.

Agora, não somente o grupo, que já foi condenado e penalizado pelo Supremo, mas os dirigentes do partido que conheciam o esquema querem empurrar goela abaixo no povo a ideia que esses desvios não são crimes. É natural, então, a revolta e o ódio que circula pelas redes sociais.

A imagem do ex-presidente Lula foi claramente poupada e não foi acusado como participante no esquema dos desvios. Literalmente poupado; apesar de suas fortes ligações pessoais com os principais atores do mensalão. E sua atitude em dizer que desconhecia os crimes praticados pela quadrilha, fez circular pelas redes sociais, mais precisamente através da Internet, muitos comentários desairosos contra sua conduta.

Agora surge novo escândalo contra o ex-presidente. Escândalo que seria relevado, assim como fez o grupo político ligado a ele e que sabia tratar-se de coisa pessoal. Seria também relevado pelos brasileiros, de um modo geral, pois neste país não se dá tanta importância para questões pessoais, especialmente sentimentais.

Acontece que o caso pessoal deixou de ser coisa particular dele, Lula, e passou a ser de interesse público ao ser descoberto pela Polícia Federal que a Chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, pessoa nomeada por Lula – e da sua intimidade – usava sua influência para nomear pessoas que passaram a praticar muitos abusos no governo – inclusive no atual.

Novamente o ex-presidente silencia; não se justifica e cria insegurança nos que o admiram; revolta nos que acreditaram nele e, nos seus adversários, um estímulo a mais para criticá-lo.

A presidente Dilma, que tem verdadeira devoção a Lula – muito justo, pois deve exclusivamente a ele estar ocupando o maior cargo do país – precisou, para resguardar sua imagem, demitir de imediato todos os envolvidos nesse novo escândalo e garantiu a si própria a continuidade no apoio popular. Pesquisas realizadas após o novo escândalo mostram que ela continua com 62% de aprovação no seu governo.

Daqui para frente a presidente terá que tomar atitudes bem duras para manter sua popularidade; esclarecer bem o povo de sua isenção em todos esses escândalos, afinal, ninguém gosta de ser feito de bobo.




Waldir Guerra

*Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal.

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