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João Paulo II representava os grandes sustentáculos da Paz

05 maio 2011 - 15h56

Quem olhava a figura curvada, quase esmaecida pela enfermidade, pela ancianidade e pela enorme responsabilidade que ele representava, não podia crer que sua presença e a sua palavra representavam os grandes sustentáculos da paz. Em suas peregrinações de fé, pregando e conclamando o amor a todos os povos, promovendo a união em torno da fraternidade, da compreensão e da justiça, João Paulo II, sempre buscou despertar a harmonia e o entendimento entre os homens de todas as nacionalidades, credos, etnias e culturas.

Ele fez ecoar a mensagem do Nazareno, embora muitos, dominados pelo egoísmo, pelo ódio, arrogância e prepotência se distanciaram cada vez mais dos caminhos da paz, colocando em risco a vida de milhares de inocentes em todo o mundo.

Num gesto cuja dimensão e grandeza nem todos sabem avaliar, após o que se convencionou chamar de exame de consciência da igreja que representou, pediu perdão pelos atos praticados por seus filhos que tivessem acarretado dor, sofrimentos, propiciado dissensão entre os homens. Foi mais que um ato de humildade, pleno de sinceridade na busca de encontro, estendendo a mão para que todas as mãos se encontrassem num gesto concreto de apelo à união em torno do amanhã da humanidade, que deve ser construído por todos e para todos, alicerçado na fraternidade de forma tal que se superem as distâncias geradas ontem, para se olhar de frente o amanhã.

Tudo isso com a coragem que provém da vontade consciente de que a cada um de nós cabe uma parcela de contribuição para a construção de uma sociedade, mais justa, mais humana, fraterna e igualitária. Quem acompanhou o Papa pela televisão em seus últimos dias, sentiu que mesmo quando sua voz parecia insegura, demonstrava firmeza e segurança enormes, quando se dirigia para desencadear a revisão e, a superação de atitudes, visando promover um processo de aproximação.
Apesar da aparência cansada, o frágil ancião parecia um indomável lutador.

Na palavra, um forte; no gesto, um grande; na oração, alguém que se aproximou bastante da Divindade. Ele se caracterizou como alguém que promoveu a verdadeira globalização, partida do amor entre os homens, como pregara Aquele que a mais 2000 anos, pregou a necessidade do amor entre as pessoas, para a superação de todos os problemas.

O agora Beato João Paulo II deixou sua mensagem. Uma mensagem muito forte, que deve continuar viva na mente e no coração, de quem realmente pensa em um mundo melhor. Foi comovente ver alguém tão frágil no final da jornada, mas que deu o maior exemplo para o mundo da necessidade da união, em prol de um objetivo maior, que é promover a verdadeira paz entre os povos.

*O Autor é radialista, jornalista, palestrante, publicitário e apresentador de TV (nereslocutor@hotmail.com)

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