11/01/2017 06h14

Prova de fogo


Editorial

Pela segunda vez desde que foi eleita em chapa majoritária com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), a vice Rose Modesto (PSDB) assume o Estado enquanto o titular goza férias. E, a exemplo do ano passado, quando o principal desafio dela foi acompanhar de perto os estragos causados pelas chuvas em dezenas de municípios sul-mato-grossenses, agora a tensão maior se dá por conta dos perigos que rodeiam os complexos penitenciários locais.

Ameaças de facções criminosas e ações que levaram pânico a população carcerária e seus familiares, do lado de fora, ocorrem quase que diariamente nesse momento de tensão causado pela tentativa desses grupos, de controlar ações ‘lucrativas’ como o tráfico de entorpecentes e de armamento pesado.

O crime organizado é a pedra no sapato de Rose nesse novo momento no comando do Estado e, apesar de todo o aparato de seu assessorado para blindá-la de qualquer responsabilidade em possíveis acontecimentos, é nítido que a situação é incômoda.

Casos como os ocorridos em Manaus (AM) e Boa Vista (RR) servem de alerta ao Brasil e observando a quantidade de líderes dessas fações ‘hospedados’ em presídios de Mato Grosso do Sul, o cuidado deve ser redobrado.

Para se ter um exemplo do perigo, só em Dourados, a quantidade de presos é bem superior ao presídio Anísio Jobim, na Capital do Amazonas, onde 56 pessoas foram mortas durante acerto de contas entre comandos. Por aqui, na PED, são aproximadamente 2,4 mil internos, contra 1,8 mil existentes na penitenciária da região Norte do país.

Rose volta a assumir o governo num momento delicado, por 20 dias é bem verdade, porém, é tempo suficiente para se preocupar mediante o clima pesado que assola o Brasil perante a guerra dessas facções criminosas, num desafio tão complicado quanto o de agir perante as famílias que perderam tudo por conta dos alagamentos do ano passado.

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