19/05/2017 06h13

País sem rumo?


Editorial

Os escândalos de corrupção diários apresentados dentro da Operação Lava-Jato e a ‘bomba’ divulgada no início da noite de quarta-feira com a afirmação da existência de um áudio gravado por um dos donos da JBS apontando negócios obscuros com o presidente Michel Temer (PMDB), mostra que o país está, mesmo, nas mãos de bandidos profissionais.

Independente do partido ‘A’ ou ‘B’, a todo o momento os nomes são envolvidos nessa teia que tende a pegar mais gente nos próximos dias.

Um país sem rumo?

Talvez não, porque o povo trabalhador, aquele que batalha diariamente para colocar comida na mesa de sua família e, indiretamente, acaba enchendo o bolso de grande parte da classe política o faz caminhar, mesmo de forma capenga. Caso contrário, o Brasil não estaria sem direção, e sim, afundado como muitos de nossos vizinhos latino-americanos.

Temer, Lula, Dilma, Aécio, Cunha, Renan, Delcídio e tantos, mas tantos outros nomes se perpetuaram em vários cargos públicos, enriqueceram e riram da cara do povo brasileiro durante anos, décadas.

E se, o corporativismo e o medo da classe política de votar uma reforma que ‘lime’ do poder esses crápulas, o desmanche apresentado dentro dessa operação Lava-Jato tem feito isso pelos brasileiros.

Também precisamos contribuir para que haja uma renovação e que essas pessoas que estão no Congresso, nas Câmaras, Assembleias e nos Executivos, sem trabalhar pelo povo, o mesmo que os colocaram em seus devidos cargos, sejam eliminados da vida pública.

O Brasil não pode continuar sendo o país dos tolos. É inadmissível o que essas pessoas, corruptas, tem feito.

O momento não é apenas de ir às ruas, até porque isso tem em grande maioria dos casos conotações partidárias, mas de mudança de atitude por parte da população. É necessário parar de ‘torcer’ por esse ou aquele partido/político e passar a cobrar, não aceitar o que é imposto.

Enquanto isso o Brasil segue seus passos levado nas costas pelo brasileiro, o principal responsável para reformar politicamente o país e retirar do poder aqueles que trabalham pelo próprio interesse.

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