10/01/2017 06h13

Mais tenso do que parece


Editorial

A tranquilidade pregada em relação ao clima no interior da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) por parte de membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), subseção local, traz certo temor diante do que vem acontecendo pelo país.

Eles visitaram a casa de detenção na tarde do último sábado e alegaram que a situação no local era aparentemente calma, porém, como sabemos, para se "explodir" uma cadeia, basta uma pequena faísca.

Na semana passada, princípio de motim foi realizado no complexo penitenciário e por pouco o barril de pólvora não foi para os ares. Ali, aproximadamente 2,4 mil presos cumprem pena e dividem 800 vagas, quase três pessoas ocupando o espaço que teria que ser para um, em média.

Assusta, o fato de grupos rivais iniciarem um processo de autodestruição que pode causar reflexo na sociedade toda.

O que foi visto em Manaus (AM) e Boa Vista (RR), pode ser apenas o início de algo pior a acontecer. Gente inocente, que prestam serviço nesses locais estão sob risco frequente das intervenções desses comandos, independente da região em que estão e no Mato Grosso do Sul não é diferente, principalmente tomando os casos recentes envolvendo as penitenciárias de Dourados e Campo Grande.

O crime é disparado mais organizado do que o Estado e só não toma conta do país porque não quer. O sistema é falho no Brasil e isso tem ajudado a cada vez mais jovens acabarem recrutados para essas ações.

Tráfico de drogas e armas, dinheiro grande correndo em meio a esses atos ilícitos e o comando de tudo isso tem chamado a atenção dessas lideranças que se digladiam para continuar fazendo inocentes vítimas.

Na PED é nas penitenciárias da Capital, esses exemplos são constantes e para servir seus líderes, essas pessoas nada tem a perder, se sacrificam.

E, com o intuito de chamar a atenção da mídia e da população em geral, eles podem a qualquer momento arrumar situações que possam tornar o ambiente de aparente tranquilidade em grande carnificina.

O poder público, através dos órgãos de segurança, deve se precaver e tomar iniciativas firmes para evitar novo derramamento de sangue, desta vez, por aqui.

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