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Dividida, oposição discute o impeachment da presidente

30 junho 2015 - 07h36

#Oposição dividida

Com os novos desdobramentos da Operação Lava Jato, as oposições no Congresso vão se reunir no gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG), a partir das 11h desta terça-feira, para discutir a possibilidade de formalizar pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Mas divergências em partidos como PSDB e DEM sobre o tema podem frustrar, pelo menos por enquanto, a intenção dos oposicionistas mais radicais, como Ronaldo Caiado (DEM-GO), por exemplo.

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#Cautela

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) confirmou haver uma divisão a respeito do assunto dentro de seu partido. “Há uma denúncia muito grave que, evidentemente, depende de investigação para a verificação da sua veracidade. Por se tratar de delação premiada, há a necessidade de prova e investigação conseqüente”, disse ontem, defendendo uma apuração mais aprofundada sobre as denúncias. O senador pondera que, enquanto há quem defenda o pedido imediatamente, há quem queira mais cautela na aplicação da legislação pertinente.

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#Oportunismo

Já os senadores do PT reagiram à nova investida da oposição, cuja postura, na opinião dos petistas, não passa de oportunismo político. “Não vejo qualquer situação para impeachment, objetivamente. A oposição sempre vai fazer esse discurso, sempre vai colocar isso como uma possibilidade. Mas é uma situação muito séria e, objetivamente, tem que haver uma causa isso. E eu não vejo causa alguma”, disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que já foi ministra-chefe da Casa Civil.

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#Para torcida

Politicamente, um dos maiores beneficiários do programa ‘Minha Casa Minha Vida’, do governo federal, o deputado Carlos Marun (PMDB), que foi secretário estadual de Habitação no governo de André Puccinelli (PMDB), jogou para a torcida e não economizou nas críticas ao governo petista, do qual seu correligionário Michel Temer é partícipe, na condição de vice de Dilma Roussef. Foi ontem de manhã, durante reunião entre políticos e fazendeiros, na Assomasul, para discutir o conflito agrário envolvendo indígenas no sul do Estado, já na fronteira com o Paraguai.

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#Alvos

Para o deputado, o governo “é ilegítimo, eleito com promessas falsas e dinheiro roubado”. Disse ainda que a presidente Dilma, que cumpre agenda oficial nos Estados Unidos, “fica como um cadáver insepulto, perambulando pelo mundo, e não resolve”. Ele também destilou contra o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem chamou de “conversador de marca maior” e “artista que não resolve nada”.

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#Perda

O episódio que antecedeu a eleição da nova executiva estadual do PDT pode causar reflexo negativo para a legenda, que corre o risco de ver sua bancada diminuir na Assembleia Legislativa. Parlamentar descontente estaria sendo sondado e pode bater asas em direção ao ninho tucano.

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#Improbidade

Custou a bagatela de R$ 148,8 mil ao prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), e seu secretário de Infraestrutura Valtemir Alves de Brito, manter funcionários fantasmas na folha salarial da prefeitura. O valor, a ser restituído por meio do bloqueio de bens dos dois, se refere a salários pagos a funcionários fantasmas, conforme denunciado em ação civil pública. De acordo com sentença judicial, há fortes indícios da improbidade administrativa e a indisponibilidade de bens é o modo mais eficaz para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

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#Ghost

Conforme noticiou ontem a imprensa da Capital, também foram bloqueados até R$ 57,9 mil dos bens de Fabiana Garcia de Souza; R$ 59,3 mil de Ana Maria Ferreira Feliciano e até R$ 3.934,13 de Felipe Félix de Carvalho. Eles são acusados de obterem cargos na prefeitura e não comparecerem para trabalhar.

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#Udam

Parecer do promotor de justiça Paulo Roberto Gonçalves Ishikawa, do Ministério Público Estadual em Dourados, recomendou a realização de nova eleição para a diretoria da União Douradense das Associações de Moradores. O parecer atende a mandado de segurança impetrado pela Associação de Moradores da Vila Cachoeirinha no dia 02 de maio obtendo liminar determinando o cancelamento das eleições, “em face de ato ilegal praticado por Demétrio Cavalcante Siqueira, presidente Udam (...)”.

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#Mais Udam

No parecer, datado do dia 25 de junho, o promotor concordou que o pleito foi convocado irregularmente no dia 07 de abril por meio de edital para eleição que foi realizada no dia 02 de maio, ou seja, apenas 25 dias (em vez de 30) antes do Congresso dos Líderes Comunitários que foi realizado no dia 03 de maio, na sede da Associação de Moradores do BNH 3º Plano, “confundindo os eleitores por meio de matérias jornalísticas publicadas na ocasião”. A justiça tem prazo legal de 30 dias para emitir a sentença final sobre a matéria.

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