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Até quando... por Waldir Guerra

16 maio 2011 - 13h11

Amigo, você já notou que algumas coisas, apesar de favorecer alguns poucos e dar prejuízo a muitos, teimam em continuar acontecendo e ninguém se importa muito em dar uma solução, nem mesmo os responsáveis por elas?
É o caso, por exemplo, dos alarmes automáticos em veículos. Que obrigação tem você de cuidar do automóvel do seu vizinho, ou então, ficar ouvindo disparar o alarme dele durante a noite? Que obrigação tem você de cuidar a loja próxima à sua casa? O alarme não deveria disparar somente na casa do comerciante ou, então, apenas na agência de segurança? Por que no seu ouvido?

Você também se sente usado quando de madrugada um desses estridentes alarmes soa em seu ouvido fazendo-o de bobo? Sim, porque o responsável não é você pela segurança daquele bem. O responsável é o proprietário ou, quando muito, uma companhia de seguro ou, então, uma empresa de segurança, mas não você.

Você fica se sentindo tão bobo quanto aquele jovem que instala 20 alto-falantes numa caminhonete e sai desfilando, altas horas da noite, pelas ruas da cidade anunciando, em alto volume, sua estupidez? Sim, porque Lei que impede o uso de som alto após determinadas horas da noite existe, o que não há é boa vontade em fazê-la cumprir pelas autoridades.

Outra coisa que interessa a milhões de pessoas e teima em não ter solução acontece em Porto Alegre, a capital do Rio Grande do Sul; uma cidade de quase dois milhões de habitantes. É Indicada pela empresa britânica Jones Lang LaSalle entre as 24 cidades com maior potencial de atrair investimentos no mundo. Alem disso é uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

A capital gaúcha precisa de um bom aeroporto e que funcione ininterruptamente. E para isso faz dez anos que os gaúchos lutam para instalar alguns aparelhos que permita aos aviões pousar com qualquer tempo no aeroporto Salgado Filho.

Acontece que uma das cabeceiras da pista do aeroporto foi invadida e os invasores – algumas centenas de pessoas pobres, é verdade – construíram suas casas bem no local onde é necessário instalar os aparelhos e ninguém consegue tirar os invasores de lá. Milhões de gaúchos e, quase todas as semanas, milhares de passageiros estão sendo prejudicados por conta disso.

Mas para que houvesse uma solução, que os gaúchos esperam há anos, parece que não partiu das autoridades, não. Comenta-se à boca pequena no Rio Grande do Sul que para conseguir solucionar o problema quem encarou o trabalho, mesmo, foram os pilotos dos aviões. E sabe como? Às terças-feiras, dia em que os políticos viajam cedo de Porto Alegre para Brasília, mesmo que o tempo esteja bom, os pilotos atrasam, ou mesmo cancelam alguns vôos irritando muito os deputados e políticos de um modo geral. Os políticos, os verdadeiros responsáveis pelo problema estão se apressando agora. É a maneira brasileira de apressar uma decisão
Esse fato faz lembrar o recente terremoto acontecido no Japão quando o governo japonês viu-se na obrigação de tomar medidas impopulares. Deu ordem para evacuar em 48 horas uma cidade de 80 mil habitantes em razão do Tsunami. Em dois dias não havia ninguém habitando lá – mas certamente de nada adianta comparar conosco, pois é uma questão de educação mesmo.

Até podemos não ter a educação de primeiro mundo, mas vamos ficar nesse marasmo até quando?

• Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal.

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