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A Sociedade de Neon- A (im)paciência da paciência

07 julho 2015 - 07h22

Apressaram o mundo! E, como sabemos nesta sociedade de neon, paciência é o que quase ninguém mais tem.

Já aconteceu com todos nós sentirmos o peso de uma eternidade ao esperarmos o elevador chegar, o semáforo abrir ou o computador iniciar.

Milhares de pessoas confirmam que o e-mail está perdendo popularidade e que logo ficará ultrapassado. É comum enviarmos mensagens e não possuímos sequer à paciência para esperar algumas horas, nem mesmo minutos para receber uma resposta. Por isso, preferem usar mensagens instantâneas. E poucos tiram tempo para revisar o que escrevem. O resultado disso compreende uma infinidade de equívocas cartas e e-mails vão para destinatários errados ou contém erros gramaticais e ortográficos etc.

A loucura por resultados imediatos não se restringe ao mundo da comunicação digital. O presenciamos é que a falta de paciência também presente em outras áreas da vida.

Estamos acostumados a navegar freneticamente na internet, passando os olhos apenas nos títulos e entre títulos, com a ânsia de encontrarmos os pontos chaves e interessantes em um menor tempo possível.

Em contrapartida vamos alimentando uma impaciência somada á frustração, irritação e raiva gerando um estresse que tem sido chamado de assassino silencioso. Estudiosos acreditam que um fator de alta relevância é a tecnologia.

A tecnologia digital incluindo aparelhos como celulares, câmaras, e-mails e iPods, está mudando a vida das pessoas. Os resultados imediatos que essa tecnologia oferece têm aumentado nosso apetite por gratificação imediata em outras áreas da vida, mudando a cultura de um povo que hoje acredita que as coisas aconteçam:- “sem demora, sem erros e da maneira como queremos”. A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta. Paciência é nada mais do que um controle emocional equilibrado, que é adquirido ao longo do tempo e consiste basicamente na tolerância de erros ou fatos indesejados. É ter a capacidade de persistir nessa virtude difícil que requer suportar incômodos e dificuldades de todos os tipos, a qualquer hora ou em qualquer lugar.

A tolerância e a paciência são fontes de apoio seguros nos quais podemos confiar. Ser paciente é ser educado, ser humanizado e saber agir com calma. Nos dias atuais essa virtude tornou-se tão rara que por muito pouco o cavalheiro, o bem comportado executivo se transforma numa pessoa que solta berros e palavrões.

Fruto dos tempos líquidos, ou melhor, dizendo tempos pós-modernos esse estresse crônico, de veneno que mata lentamente, consequentemente prejudicando a saúde das pessoas, prejudica em igual proporção a sociedade. Uma vez que essa impaciência da paciência contribui com a proliferação da barbárie da prática intolerante e racista que ora assustados vivenciamos. Seres embrutecidos de si mesmo com pressa não percebem o compasso lento/rápido das mudanças e não mudanças sociais.

Graduação em História, Especialização em Historia do Brasil e Mestre em Historia. – Agora Colunista do Jornal Dourados News.*


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