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JOGO MORTAL

Projeto cria programa de prevenção e combate ao jogo da "Baleia Azul"

20 Abril 2017 - 15h20

Mato Grosso do Sul poderá contar com um Programa de Prevenção e Combate ao Jogo da Morte – Baleia Azul. A proposta de criação foi apresentada nesta quinta-feira (20) durante sessão da Assembleia Legislativa.

O jogo leva adolescentes vulneráveis a realizar tarefas diárias, incluindo a automutilação, ao longo de um período de 50 dias. A última etapa é a morte.

Participantes surgem em grupos fechados, selecionados de madrugada. Na seqüência, o administrador lança os desafios macabros. O nome do jogo, que teria surgido na Rússia, deriva da espécie presente nos Oceanos Atlântico, Pacífico, Antártico e Índico, que chega a procurar as praias, por vontade própria, para morrer.

Conforme pesquisa do Cetic (Centro de Estudos Sobre Tecnologias da Informação e Comunicação), 1 em cada 10 adolescentes de 11 a 17 anos no Brasil acessa conteúdo na internet sobre formas de se ferir - e 1 em cada 20, de se suicidar.

O levantamento do Cetic, que analisou 19 milhões de internautas brasileiros, mostra o avanço das buscas desse público por mutilações (11%) e mortes (6%) no universo online. Os casos mais recentes envolvem o Baleia-Azul.

Para a autora do projeto, deputada Mara Caseiro (PSDB), adolescentes e pré-adolescentes estão em uma fase em que pais e professores precisam estar em alerta, pois ainda não conseguem perceber com clareza as conseqüências de seus atos.

"A internet pode ser usada para o bem e para o mal. Como podemos imaginar que dentro do quarto, na madrugada, nosso filho está sofrendo esse tipo de influência, de gente determinando que ele tem que se mutilar ou até se matar? Por isso nossa proposta, de conscientização e alerta, para que nossos jovens não caiam nessa grande armadilha", comentou.

A ideia é que haja divulgação maciça nas escolas públicas e particulares em Mato Grosso do Sul. A proposição determina que o programa deverá ser divulgado em todos os meios de comunicação, sem custos, e oferecerá palestras a pais e alunos nas unidades educacionais, além de atendimento personalizado àqueles que já aderiram ao jogo. O GAV (Grupo de Amor à Vida) deverá ser convidado para colaborar nas ações.

As secretarias estaduais de Educação, Segurança Pública e de Saúde serão acionadas para atuar em parceria para a capacitação de profissionais que irão compor um grupo de trabalho para atuar na prevenção e combate ao jogo e às práticas suicidas de crianças e adolescentes.

O projeto agora segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Casa de Leis, antes de ser apreciado em plenário. A deputada pediu que o projeto tramite em regime de urgência para dar celeridade à criação do programa.

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