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TRABALHO ESCRAVO

Grupo dividia barraco com porcos e galinhas

27 Abril 2017 - 14h50

Cinco homens foram resgatados vivendo em condições análogas à escravisão na terça-feira (25). O fato ocorreu em fazenda localizada a 240 km do município de Corumbá, na região conhecida como Nabileque, Pantanal sul-mato-grossense. Eles dividiam um barraco sem qualquer condições de higiene com galinhas, porcos e insetos, conforme relato do MPT (Ministério Público do Trabalho).

Confome o órgão, o grupo contratado para construção e reparo de cercas, foi encontrado por representantes do Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego e Polícia Militar Ambiental.

Eles viviam em barraco de madeira, com piso de terra e dormiam em camas adaptadas em tábuas e tijolos.

Além dos animais, os trabalhadores também dividiam o espaço com remédios para gado, sacos de sal e material de montaria. No alojamento, não havia instalações sanitárias, o que obrigava os homens a fazer necessidades fisiológicas no mato e a tomar banho com mangueira pendurada na parte externa do barraco.
Conforme o MPT, o preparo de alimentos era feito em fogão de lata improvisado no chão e as refeições realizadas sobre tocos existentes no local.

Segundo relatos, eles estavam na fazenda desde março deste ano e trabalhavam em torno de dez horas por dia, com intervalo curto para descanso e sem equipamentos de proteção. Quando necessário, o repouso aos domingos era interrompido.

"A água vinha de ‘corixo’ e era utilizada para beber, cozinhar, lavar roupa e tomar banho. Estou há dias doente por consumi-la", contou Marciano Rodrigues de Barros, um dos resgatados, de 60 anos.

Pelos serviços contratados, os trabalhadores deveriam receber R$ 60 por dia, o que nunca aconteceu. Também não houve registro em carteira nem exame médico admissional.

As frentes de trabalho ficavam distantes cerca de cinco quilômetros do alojamento e eles percorriam o trajeto inicialmente a pé. "Há duas semanas, chegou um trator com carretinha de madeira para nos levar, junto com ferramentas, motosserras e rolos de arame", revelou outro homem, Luiz Aparecido Teodoro Vieira.

Os trabalhadores foram retirados da fazenda por policiais e auditores, retornando ao município de Miranda, onde residiam.

Ao final dos depoimentos, ficou apurado crédito de quase R$ 24 mil a título de verbas rescisórias, já deduzidos as contribuições previdenciárias e o recolhimento ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. A data do pagamento aos trabalhadores definida em audiência agendada para a próxima terça-feira, 2 de maio, na sede do Ministério Público do Trabalho em Campo Grande.

Em fevereiro deste ano, outros quatro homens foram também retirados de uma fazenda no pantanal, durante a operação batizada de Shemot, que significa êxodo em hebraico. Um deles estava há 20 anos no local.

Ainda em 2017, força-tarefa resgatou de condições degradantes 11 trabalhadores de duas fazendas nas proximidades do município de Bataguassu.

Conforme o Ministério Público, denúncias podem ser feitas pelo site do [Ministério Público do Trabalho](www.prt24.mpt.mp.br), Disque 100 ou pessoalmente, sendo preservada a identidade do denunciante.


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