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Para atingir meta do MAPA, MS oferece vantagens para produtores atualizarem cadastro de propriedade

17 maio 2019 - 18h35Por Vinicios Araújo

Mato Grosso do Sul está prestes a atingir um marco bastante esperado nos departamentos que cuidam do agronegócio no Estado: a autorização para dispensar a vacina contra febre aftosa. Essa permissão é uma deliberação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do Governo Federal.

Isso mostra que a realidade combativa à doença trouxe resultados positivos, e agora já é possível apenas desenvolver ações preventivas. Aos olhos dos compradores, esse fato agrega valor à carne daqui, garantindo novos patamares à economia do campo.

Para isso, será necessário que o Estado cumpra diversas medidas estabelecidas pelo MAPA. Uma delas é a atualização do cadastro de propriedade, que garante com exatidão, o número de rebanhos bovinos e bubalinos em MS. 

Segundo o superintendente da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Rogério Beretta, a medida tem como principal objetivo garantir ao Estado o levantamento real das criações e, para suprir esse indicador, foi editada uma lei que garante algumas vantagens ao produtor rural. 

“Durante o período de campanha de vacinação deste ano, o produtor tem o direito de fazer o ajuste do seu rebanho. Se ele tem um rebanho um pouco menor ou maior do que o que está registrado, ele pode fazer esse ajuste no ato de comunicação de registro da vacina. Assim ele fica totalmente isento de quaisquer infrações do passado em relação a essa diferença no número de bovinos criados. Ele não vai ser multado por ter declarado esse diferencial e, ainda vai pagar uma taxa reduzida sobre essa adequação do registro”, disse. 

Atualmente, segundo Beretta, MS não tem mais a presença do vírus circulante da aftosa. Isso é resultado dos bons índices de vacinação registrados no Estado. Ele revelou que há mais de cinco anos, 99,5% do rebanho em MS recebe a imunização. 

“Isso nos dá esse horizonte, essa possibilidade de parar de vacinar. Isso é efetivamente um avanço. Ao pararmos de vacinar nós vamos poder acessar mercados consumidores que não compram carne de locais com vacinação. Esse mercados pagam melhor pela tonelada de carne”, disse, ressaltando que para alcançar essa liberação do MAPA, será necessário o Estado fazer “o dever de casa”. A meta deve ser alcançada até 2021.

Deixando de vacinar, diante da garantia de total erradicação da doença, o produtor vai lucrar mais. Isso porque os custos de imunização e os impactos de perda de carne no abate, provados pela aplicação das doses contra aftosa, serão extinguidos a partir da dispensa. 

O diretor-presidente do Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Luciano Chiochetta, considera a liberação uma grande conquista para Mato Grosso do Sul. Ele revelou que a partir disso o Estado terá uma ação bastante ativa na prevenção e conscientização dos produtores para as práticas de controle da endemia. 

Chiochetta também revelou que estão sendo planejados investimentos para abertura de postos de fiscalização, contrato de pessoal e até mesmo reforço na frota da agência, responsável por garantir o cumprimento das medidas exigidas aos produtores. 

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